O que é reeducação alimentar?
É um processo de orientação nutricional que visa modificar hábitos inadequados de alimentação. É lento, mas duradouro. Forma indivíduos capazes de entender o que é uma alimentação saudável e de aplicar o aprendizado no dia a dia. Independe de fórmulas de emagrecimento e de dietas “milagrosas”.
Educação alimentar é uma ferramenta que vincula educação e saúde por meio de aprendizagem, atitudes e aptidões, com o objetivo de aprimorar a qualidade de vida e prevenir doenças.
Veja a definição da nutricionista Maria Cristina Faber Boo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp:
“Conjunto de estratégias sistematizadas para impulsionar a cultura e a valorização da alimentação, concebidas não só no reconhecimento da necessidade de respeitar, mas também modificar crenças, valores, atitudes, representações, práticas e relações sociais que se estabelecem em torno da alimentação, visando o acesso econômico e social de todos os cidadãos a uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada, que atenda aos objetivos de prazer, saúde e convívio social.”
Como se dá o aprendizado em grupo?
O objetivo da reeducação em grupo é tornar o processo mais fácil. Os encontros ajudam a motivar os integrantes. Além da troca de experiências, procura-se ensinar e formar hábitos alimentares saudáveis de forma lúdica, construtiva e agradável.
Portanto, a formação de um grupo para reeducação nutricional contempla uma abordagem educacional efetiva, baseada no despertar da consciência crítica acerca da alimentação.
Como se mudam os hábitos alimentares?
Muitas vezes nossa busca pelo alimento não está condicionada à fome, mas ao hábito de comer, a um condicionamento de comer certo alimento em determinado horário, mesmo que tenha acabado de realizar uma refeição. Isso é muito comum no lanche da tarde ou à noite e quando assistimos televisão.
Da mesma forma que condicionamos nosso cérebro e nosso corpo a determinados hábitos, podemos modificar esses hábitos “automatizados” quando há a conscientização e o desejo. Isso não ocorre de uma hora para outra, pois os hábitos (não só os alimentares) geralmente são adquiridos ainda na infância e, ao longo da vida, são adaptados às rotinas do dia a dia, às necessidades sociais e às preferências pessoais.
Além disso, reeducação alimentar diz respeito não somente ao que se come. Envolve a escolha do alimento, o ambiente em que se come e o modo de se comer, entre outras questões. A insistência, a correção diária e o desejo de mudar é que levam ao sucesso.
O que engorda?
É frequente perguntarem ao profissional de nutrição se um determinado alimento engorda. É difícil responder a essa pergunta, pois tudo dependerá da hora, da quantidade e da frequência em que se consome o alimento.
É comum ouvir também que não se pode misturar os tipos de carboidratos. Por exemplo, batata com arroz, milho com arroz. Na verdade, é o excesso que é prejudicial. Não é a união dos diferentes tipos de carboidratos que faz alguém ganhar peso, e sim a grande quantidade desse tipo de macronutriente. Dessa forma, muitas vezes, para simplificar, estimula-se a escolher um tipo de carboidrato dessa qualidade, por refeição.
Proibir ou fazer dietas restritivas não é a solução. Afinal, é possível comer de tudo, e não podemos viver constantemente nos privando dos alimentos que nos dão prazer. O ideal é sabermos o quanto ou como proceder para comer determinado tipo de alimento. Tudo é uma questão de EQUILÍBRIO!